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Covid-19 – Aconselhamento geral para pessoas com epilepsia

Não descontinuar os seus medicamentos anti-epilépticos, sem obter previamente o aconselhamento do seu médico neurologista, pediatra ou neuropediatra.

Os doentes e as suas famílias devem evitar dirigir-se aos Serviços de Urgência e compreender que poderá ser mais aconselhável adiar todas as visitas hospitalares, de forma a evitar o risco de infeção, exceto se absolutamente imprescindível. Se necessário, poderá entrar em contacto por via telefónica com o seu médico de família ou médico assistente especialista em epilepsia.

Indivíduos com epilepsia não apresentam maior probabilidade de serem infetados com o vírus.

Atualmente, não existe informação de que as pessoas com epilepsia sejam mais gravemente afetadas com COVID-19 do que as pessoas sem outras doenças associadas. Não temos motivos para acreditar que possa ser este o caso.

Não existe evidência de que o coronavírus possa desencadear crises em pessoas com epilepsia.

Algumas formas muito raras de epilepsia (Rasmussen, Estado de mal eléctrico no sono) por vezes são tratadas com medicamentos que também afetam o sistema imunitário (por exemplo, ACTH, corticóides, imunoterapias), o que pode facilitar um maior risco para o desenvolvimento de sintomas mais graves de doenças virais. No entanto, estes medicamentos NÃO devem ser interrompidos. O respeito rigoroso de medidas adicionais para o distanciamento social será suficiente. Se tiver alguma dúvida, telefone ao seu médico especialista em epilepsia.

Para algumas síndromes epilépticas, em que as crises podem ser provocadas por febre, devem ser tomadas as precauções habituais. Pode ser utilizado o paracetamol. Tem surgido alguma informação que sugere que o ibuprofeno pode facilitar ou agravar a infecção por coronavirus; apesar de não existir evidência clara de que esta informação seja real, poderá ser prudente evitar este medicamento até que haja mais informação disponível.

As pessoas com epilepsia podem ter outros problemas médicos que as colocam em maior risco de desenvolver sintomas mais graves com COVID-19. Por exemplo, pessoas com mobilidade reduzida, doenças respiratórias (incluindo asma), diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença cardíaca grave, alterações do sistema imunitário (devido a doenças subjacentes ou medicamentos), obesidade e idade avançada.

Se teve uma crise prolongada em casa, não hesite em utilizar a medicação de SOS de emergência mais cedo do que o habitual (por exemplo, após 2-3 minutos de duração da crise tónico-clónica).

Se existir alteração das manifestações da crise em relação às crises habituais, considere fazer um vídeo caseiro e tente contactar o seu médico assistente para a realização de uma teleconsulta.

O electroencefalograma (EEG) deve ser realizado apenas se for considerado indispensável pelo médico especialista em epilepsia.

Tenha sempre consigo uma lista atualizada dos medicamentos anti-epilépticos que toma (incluindo informação da dose diária e forma de administração). Partilhe esta lista com o médico que o observar. Alguns antivirais e outros medicamentos podem interagir com medicamentos anti-epilépticos, reduzindo a eficácia ou facilitando efeitos adversos.

Atualmente, não existe evidência de ruptura de stock de medicamentos anti-epilépticos. No entanto, devido às políticas de isolamento social, assegure um fornecimento regular da medicação, não espere até ao último dia para ir à farmácia. A acumulação e armazenamento da medicação são desencorajados.

Mais do que nunca, assegure-se que toma os medicamentos anti-epilépticos de forma regular e que não falha doses. Mantenha também um estilo de vida saudável e evite factores (como o défice de sono) que possam facilitar a ocorrência ou recorrência de crises.

Se se encontrava no decurso de redução ou interrupção de medicação anti-epiléptica, deve adiar esta situação e procurar aconselhar-se com um médico especialista em epilepsia. Se estão a ser realizadas alterações à sua medicação, fale também com o seu médico assistente especialista em epilepsia, de forma a determinar se estas alterações devem ser revertidas ou adiadas. Estas recomendações pretendem minimizar o risco das suas crises serem mais frequentes e mais graves numa altura em que a disponibilidade de serviços médicos pode encontrar-se reduzida.

Se reside sozinho, tenha um contacto regular com um membro da família, um amigo ou mesmo um vizinho, várias vezes ao dia.

Se apresentar ansiedade e/ou depressão, pode contactar telefonicamente, em caso de necessidade, o seu médico de familia ou o médico especialista em epilepsia que o segue habitualmente.

Crianças que estejam a tomar metilfenidato para Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção não devem interromper a medicação durante o período de isolamento social.

Contacto: Se procura aconselhamento médico de emergência e quer que o seu pedido seja transferido a um membro da Rede de Referência Europeia para Epilepsias Raras e Complexas EpiCARE no seu país, pode enviar e-mail ao Enfermeiro Coordenador de Epilepsia: . Deve indicar a idade do doente e no máximo 5-10 linhas a sumarizar a sua questão emergente. Considerando as prioridades que todas equipas médicas enfrentam durante esta fase de pandemia, apenas serão analisadas as emergências médicas.

 

Fonte: https://epilepsia.org.br/wp-content/uploads/2020/04/LBE-CORONAVÍRUS.pdf

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